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Década internacional de Afrodescendentes

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Instituída pela Assembléia Geral da Onu, a Década Internacional de Afrodescendentes (2015-2024) tem por objetivo promover o reconhecimento, a justiça e o desenvolvimento da população afrodescendente no mundo.

A diáspora africana é o fenômeno sócio-cultural que ocorreu em países da África e que caracterizou uma imigração forçada de homens e mulheres para outros países do mundo que adotavam a mão de obra escrava.

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As entradas desses indivíduos principalmente por portos litorâneos, foram marcadas pelo contato e pela mistura de diferentes realidades. Uma verdadeira onda de exploração e sofrimento.
Para as Américas foram trazidos cerca de 12 milhões de africanos entre 1500 e 1850. Destes, 40% desembarcaram no Brasil.

O lado positivo da nossa história: foi sofrendo ou tentando aliviar as dores da separatividade familiar, as dores físicas causadas pelos castigos ou trabalhos de exploração, que esse povo deixou tatuada na história do nosso país, a imagem da diversidade cultural, étnica e social. Uma herança pouco reconhecida infelizmente.

Entre as inúmeras contribuições causadas pela diáspora africana estão a dança e a música já totalmente forjadas na alma do povo brasileiro. A música brasileira não seria nada hoje, não fosse o legado africano que há centenas de anos fincou suas raízes:

 

O Samba

Nasceu nas casas da Bahia e depois viajou para o Rio de Janeiro. Dizem que o primeiro samba gravado foi “Pelo Telefone” em 1917.

No início o Samba foi vinculado ao carnaval, mas com o passar do tempo ganhou outros companheiros: samba-canção, samba-de-breque, samba-enredo, e é claro a bossa nova.

O Maracatu

No Recife servia para denominar ajuntamento de negros. Os cortejos das nações em homenagem aos Reis do Congo passaram a acontecer no Carnaval e eram chamados de Maracatus. Antigamente, no entanto, tinham uma característica religiosa com danças diante das igrejas.

Afoxé

Tem no seu contexto elementos ligados à religiosidade dos africanos aqui no Brasil, que para os adeptos, principalmente do Candomblé é quase uma obrigação levar o AXÉ (energia positiva) aos festejos. Formado em sua maioria por homens, suas danças são marcadas pela vestimenta que simboliza a paz: calças brancas, bata e um turbante na cabeça. Utilizam como instrumentos musicais os atabaques e agogôs.

 

Capoeira

Uma expressão cultural afro-brasileira que mistura dança, música e arte marcial.

Foi desenvolvida no Brasil, como forma de resistir ao sofrimentos impostos pelos escravizadores.

Geralmente era praticada nas capoeiras e senzalas. Como os escravos ficavam acorrentados pelos braços, passaram a utilizar a dança e golpes desferidos com as pernas e pés.

Os afrodescendentes também deixaram suas impressões digitais no tango, maxixe, candombe, baião de dois, carimbó, hip hop, reggae… E tantas outras músicas e danças.

Mas passados séculos, a igualdade ainda é um sonho distante. A população negra ainda continua sofrendo com a descriminalização. Segundo o Fundo de População das Nações Unidas, a população negra (53,6% da população brasileira – IBGE/2014) é a mais afetada por desigualdades e violência na sociedade brasileira.

Avant Première traz à tona esta questão por acreditar que a música e a dança, ou melhor, toda forma de arte, podem ajudar na aproximação dos seres, a trazer iniciativas concretas que possam mudar esse triste cenário de desrespeito e desigualdades de direitos.

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